Pesquisadores da USP transformam lixo orgânico em biogás, fertilizantes em oportunidade econômica

Atualmente, a usina tem capacidade para processar até 25 toneladas de resíduos por dia, volume equivalente ao produzido por uma cidade de 60 mil habitantes

O Brasil produz mais de dois milhões de toneladas de lixo orgânico todos os dias, e a maior parte ainda é destinada a aterros sanitários. Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) apostam em uma tecnologia que transforma esses resíduos em energia e fertilizantes, unindo benefícios ambientais e geração de renda.
Em uma usina da universidade, os resíduos orgânicos são processados para produzir biogás, que pode gerar eletricidade ou abastecer veículos. O material restante, rico em nutrientes, é utilizado como fertilizante. Segundo o coordenador do projeto, Ildo Sauer, “São os fertilizantes para voltar a fazer comida, que o Brasil importa mais de 80%.”
Atualmente, a usina tem capacidade para processar até 25 toneladas de resíduos por dia, volume equivalente ao produzido por uma cidade de 60 mil habitantes. O objetivo dos pesquisadores é ampliar o modelo para outras cidades brasileiras e adotar a tecnologia em larga escala.
Além de reduzir o impacto ambiental, a iniciativa propõe uma nova forma de tratar os resíduos orgânicos, transformando-os em matéria-prima para a produção de energia, fertilizantes e desenvolvimento econômico. Segundo Ildo Sauer, “Toda a operação, toda a construção dos equipamentos pode gerar uma atividade econômica muito importante no país.”